Criação de CPI na Câmara de Vereadores representa o caos na saúde da cidade

Diferente daquilo que se ouve do prefeito Daniel Guerra (PRB) que sua atuação é reforçar a saúde, vemos um desmonte no SUS em Caxias do Sul.

A última situação constrangedora para o Município foi a denúncia feita ao Ministério Público sobre a falta de médicos no Pronto Atendimento 24 horas (Postão). Essa ida representa uma falta greve na gestão da saúde pública, passível até mesmo de inclusão em lei de responsabilidade.

Em matéria do jornal Pioneiro a secretária da Saúde, Deisy Piovesan, salienta que hoje se exoneraram 47 médicos que atendiam pelo SUS, sendo que apenas 22 já foram contratados. Entretanto todos estes 22 contratados atendem em regime de 12 horas semanais, ou seja, um plantão apenas por semana. Como se sabe, para o Postão há uma necessidade diária de 4 médicos clínicos gerais e 2 pediatras por turno. Assim esses 22 profissionais contratados representam somente 5 turnos durante uma semana.

Para suprir a necessidade foi entregue para a promotora do MP um plano que considera retirar das Unidades Básicas de Saúde (postinhos) profissionais médicos para atenderem no Postão. Essa atitude representa um “cobertor curto” visto que para desafogar o Postão bastaria uma melhor abrangência da saúde preventiva, que é realizada nos Postos de Saúde.

CPI na Câmara de Vereadores

Com base nessa denúncia e também por receber reclamações dos usuários, surge a ideia de criar uma CPI na Câmara para tratar do tema. Esse é um passo importante para levar ao prefeito e a população aquilo que está sendo engendrado que é o desmonte do sistema público de saúde em Caxias.

Também leva a tona outras ideias como a UPA Zona Norte que está ainda fechada (apesar de ter sido colocada como prioridade número 1 da atual gestão) e o Hospital Materno Infantil que está longe de ser inaugurado e poderia desafogar um pouco os serviços de emergência.

Entretanto o prefeito Guerra reitera que sua prioridade é a saúde pública.

Será?

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