Trabalhadoras cambojanas estão sofrendo desmaios coletivos

Apesar de produzirem os mais caros produtos esportivos do mercado as condições de trabalho no país asiático são precárias.
De acordo com o jornal The Guardian, durante parte do ano passado mais de 500 mulheres que trabalhavam em empresas fornecedoras de Nike, Puma e Asics foram hospitalizadas. O episódio mais sério foi quando 360 trabalhadoras desmaiaram, em Novembro. 

As mulheres que desmaiaram trabalhavam em regime parcial de trabalho, porém faziam turnos de 10 horas diárias, durante seis días por semana, em fábricas com temperaturas próximas aos 37°C. 

Contratos de curta duração (intermitentes) são a causa do problema para Bent Gehrt, diretor de campo do Works Rights Consortium entidade que monitora fábricas que produzem roupas para universidades dos EUA. 

 Esses contratos são a “causa raiz” da insegurança de emprego, significando que as pessoas não se recusam a trabalhar mais daquilo que o contrato determina. “Trabalhadores dizem que se não fizerem hora-extra não terão a renovação do contrato”. 
Hoje um trabalhador no Camboja ganha algo em torno de R$ 510 reais mensais em média, sendo que 2 horas a mais de trabalho podem acrescentar R$ 810 reais no salário.

Entretanto não é assim que pensam alguns proprietários das fábricas, como disse a Associação dos Fabricantes de Roupas do Camboja. Para tais as perdas com indústrias paradas são gigantescas. 

Para o diretor do Ministério do Trabalho e Fundo da Previdência do Camboja,  Cheav Bunrith, os desmaios estão diminuindo consideravelmente, caindo de 1800 em 2015 para 1160 em 2016 graças a políticas de nutrição e assistência gratuita para quem se sentir mal durante o expediente. Porém acredita que as empresas poderiam melhorar as condições de ventilação e ar condicionados nas instalações fabris.

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